Enquanto chuva cai
Ouço tua canção
Os pássaros se camuflam
Líquido, desce em teus bicos.
Ossos trêmulos, frágeis.
Cobertos, algo que lembra linho.
Tecem a eternidade
Fóssil do amanhã.
A música soa tranqüila
Os ventos a levam
Norte, sul
Austral, boreal
Migram freneticamente
O tempo é complacente
Branco, preto, se fundem.
Olhos de cobiça estão no solo
Estrondo...
Algo rasga o céu
É insólito no ar
Rápido, como a morte.
O metal, o sangue.
Entrelaçam, e se lançam.
Um corpo no solo
Um cheiro no ar.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Pássaros
Postado por Ykaro Venancio & Filipe Tavares às 08:13
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