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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Eu não queria ser discreto
O discurso é indireto
Você e eu, aqui, sobre o mesmo teto
O tétano reage, não agüento o alarde
A ira não me deixa, pareço um inseto
Agora o toque gélido do sol
Não ilumina minha casa
Estava contente sobre teu lençol
Mas agora já nem importa
Esta vida é limitada
Veio assim, fugaz, intrépido
Pálido, ou simplesmente cético
...
Túrgido, entre desejos e sonhos

sábado, 3 de outubro de 2009

Daqui Eu Prefiro o Silencio

O dito, cujo, percurso preparado
Me leva a lugares desconhecidos
Minha mente pressupõe o incógnito
Mas meus olhos ja estiveram aqui
E não se encantaram
Objetos, aqui, ali, ah sim, eu vi
Agora a boca resseca com rangidos
O coração, esta denso e mórbido
Perdeu a graça, perdi o sono
Os verbos não alimentam paráfrases
Copia o submundo
Agora sim, eu pude rir
Deste teatro insólito em que vivemos
Eu, entre subterfúgios, chamei aquilo de vida
Um espetáculo, cujo maestro deixa seus fantoches
Aprenderem sozinhos com o destino que lhes foi dado
Mas nao, nas profundezas desta fábula
Seus corações não eram de madeira
Esqueçeram-se do criador
Intitularam-se deuses
Se acharam muito bons
Para sentirem a paz e a caridade
Que se perderam na autópsia da humanidade

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A arte cria vida nas mãos do talento
O julgamento dado não pode ser aceito
Entre velas e escombros o vento seca,
Cada pincelada, o rosto de uma amada se forma.
Os olhos do homem à beira se enchem de gotas,
A noite formula verbos de amor e agonia
Era como se ele pudesse sentir o ósculo de tua amada
No gosto pálido e obscuro da tinta fresca
Mais uma vez ele se lembra das noites em claro
O teatro já não proclamava teu nome
Os shows já não existiam para ele
E o artista dentro de ti clama por uma glória
Glória que infecta sua garganta
Impedindo que os verbetes cheguem aos pés de sua paixão
E por mais triste que lhe pareça chegar o fim
O talentoso artista enfeita e pinta, encanta mais uma tela.
Aquela que poderia ser a última, mas por tão encarecida.
Tua misericórdia abrange agora novas cores
Em um mundo de pouca esperança e medo
O talento, agora acompanhado do som de seu piano.
Incrementa um brilho especial na lua
Que dedicou àquela que um dia lhe tocou os lábios
Túrgidos com o frio que assola a noite
Aquela que semeou no coração daquele homem
A melhor de suas aspirações...
O verdadeiro amor
Que suporta o frio e a distancia
Quebrando a barreira das eras.

domingo, 28 de junho de 2009

O Desafio de Conviver com a Diferença




Hoje é difícil permanecer em mesmo estado critico quando se avalia os conceitos morais, étnicos e culturais da população, sendo do mesmo povo, da mesma nação, muitas regiões apresentam discriminação sobre alguns de nós sermos diferentes, ou se nos originamos de diferentes regiões, fazendo com que a população nos observe sobre outras lentes.
A diversidade é reciprocamente descrita no cotidiano de todos, nos levando a perceber que tudo o que enfrentamos na sociedade é de nosso fruto. Nas diferentes regiões por exemplo, no norte e nordeste, não existe tamanho preconceito, se o individuo seja de outra região ou de diferente classe social. Alguns lugares tentam expressar como superaram esse fato que hoje é muito discutido. Em alguns lugares existem departamentos especiais para cuidar de casos de discriminação, como muitos enfrentados no cotidiano como, preconceito racial, étcnico-culturais, no caso às vezes de índios, e ate mesmo preconceito com deficientes (físicos, mentais, etc).
O que notamos é que não só a diferença de classe social ou de classe étnica, a população se conscientiza cada vez mais, para não só cometer erros, mas também para aprender a ser manifestar em novas comunidades e também novas classes. Ignorando assim os fatos com que se preocupavam antes, como na produção do individuo, incapacidade mental e física, alem de outros argumentos. O fato de sermos separados, diferentes, pode nos mostrar que somos muito mais unidos e semelhantes no nosso cotidiano do que imaginamos.
Entre novos meios de comunicação e de integração, todos podemos superar os fatos que parecem nos separar de nossos semelhantes, construindo uma sociedade melhor.