A arte cria vida nas mãos do talento
O julgamento dado não pode ser aceito
Entre velas e escombros o vento seca,
Cada pincelada, o rosto de uma amada se forma.
Os olhos do homem à beira se enchem de gotas,
A noite formula verbos de amor e agonia
Era como se ele pudesse sentir o ósculo de tua amada
No gosto pálido e obscuro da tinta fresca
Mais uma vez ele se lembra das noites em claro
O teatro já não proclamava teu nome
Os shows já não existiam para ele
E o artista dentro de ti clama por uma glória
Glória que infecta sua garganta
Impedindo que os verbetes cheguem aos pés de sua paixão
E por mais triste que lhe pareça chegar o fim
O talentoso artista enfeita e pinta, encanta mais uma tela.
Aquela que poderia ser a última, mas por tão encarecida.
Tua misericórdia abrange agora novas cores
Em um mundo de pouca esperança e medo
O talento, agora acompanhado do som de seu piano.
Incrementa um brilho especial na lua
Que dedicou àquela que um dia lhe tocou os lábios
Túrgidos com o frio que assola a noite
Aquela que semeou no coração daquele homem
A melhor de suas aspirações...
O verdadeiro amor
Que suporta o frio e a distancia
Quebrando a barreira das eras.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Postado por Ykaro Venancio & Filipe Tavares às 12:31
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