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sexta-feira, 4 de julho de 2008

A Morte do Cão Sem Dono


Extensos pêlos ele tinha

E com faminta fome caçava pela noite

Em latas vazias revirava

Pensando se um dia poderia ser de alguém

Queria brincar pelo parque

Ser acariciado por quem quer que fosse

Mas seus desejos não se concluíam

Assim como ele, havia muitos outros.

Tristes ou tentando buscar de alguma forma a felicidade.

Já nem pensava mais em como vivia, ou como se sentia.

Mal ou pior, só pensava em ser de alguém.

Certo dia conheceu um outro cão, semelhante, de mesma raça até.

E perguntou a ele, se não sentia falta de alguém,

Ou falta que alguém lhe amasse.

E o outro respondeu:

“Não”! “Para mim já basta meu próprio amor...”.

Enlouquecido ou perturbado, não se sabe,

Enfiou-se na frente de um caminhão que ali estava a passar...

Pobre cão.

E nem era um vira-lata...

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